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Grau do Portal   

O grau do Portal não corresponde a nenhuma das Esferas da Árvore da Vida e por este motivo não possui números  como os graus anteriores (1=10, etc.). O Portal está, no entanto, relacionado ao chamado Véu de Paroketh, e atua como uma espécie de "antecâmara" de Tipheret.

 

Este Véu, também chamado de Véu do Templo, separa a consciência mundana da iniciação solar de Tipheret. O Véu de Paroketh atravessa o Caminho de Samekh, que liga a esfera de Yesod (Lua) a Tipheret (Sol).

 

O título deste grau é "Senhor dos Caminhos do Portal da Cripta dos Adepti".

 

Neste grau o iniciado está no Pilar Médio do Equilíbrio, pois, sendo o Equilíbrio a base da Grande Obra, apenas por meio desta chave  pode o aspirante rasgar o Véu interno, o Santo dos Santos, que o separa da consecução em Tipheret, a realização do Augoeides.

 

Os graus anteriores, correspondentes aos elementos de Malkuth em Assiah, envolviam a realização de um trabalho alquímico/psicológico de análise e dissolução. Isto envolve um trabalho de grande honestidade para consigo mesmo, o enfrentar dos dragões e demônios interiores. Medo, raiva, mesquinhez, inveja, insegurança, orgulho, entre outros "chumbos" mentais, emocionais e espirituais, são estudados e, pelo poder alquímico desta análise e exame, são gradual (ou imediatamente) transformados em "ouro".  

 

Os conflitos interiores são resolvidos, o caos dá nascimento ao cosmos interior ordenado e harmonioso. 

 

Se ele ou ela realizou com honestidade o trabalho alquímico (auto-pesquisa e harmonização interna) dos graus anteriores da Aurora Dourada, ao findar do grau de Philosophus já se pode considerar preparado para iniciar o processo que na Alquimia é conhecido como "assimilação".

 

Isto envolve infundir o Espírito Vivificante nas regiões do eu que foram trabalhadas e purificadas em cada grau elemental da Ordem Externa. Assim elevadas e exaltadas, estas "partes do eu" são então reunidas num "todo" coeso, equilibrado e harmonizado, maior do que suas partes.

 

Então será completada a fórmula "solve et coagula", quando os 4 elementos, transformados e espiritualizados, coagulam-se na mente tornada mais equilibrada pelo trabalho dos graus elementais.

 

Neste nível, o iniciado ou iniciada é consagrado/a à realização da Vontade Celeste, o que lhe abre novos horizontes espirituais e possibilidades, como também conduz ao supremo objetivo da Alquimia: a realização da Pedra Filosofal.

 

O grau do Portal está, portanto, relacionado ao "Quinto Elemento" ou "Quintessência", o elemento do Espírito. Esta essência espiritual transcende todos os Mundos Qabalísticos e é a mestra orientadora na psiquê dos iniciados.

 

O Espírito, sendo o elemento mais alto, domina sobre os outros e localiza-se no topo do Pentagrama.

 

O Ritual do Portal é prenhe de simbolismo alquímico e é orquestrado por cinco oficiais: o Adepto Chefe (que representa Tipheret, ou o Espírito), o Segundo Adepto (Netzach - Fogo), Terceiro Adepto (Hod-Água), o Hegemon (Yesod-Ar) e o Hiereus (Malkuth-Terra).

 

O Adepto Chefe passa a maior parte do ritual por detrás de um véu posto sobre a parte leste do templo, de onde ele fala sem ser visto.

 

No início da cerimônia, invoca-se os quatro elementos, e o ainda Philosophus penetra no templo, realiza juramentos e demonstra seu domínio dos quatro elementos e dos quatro graus elementais da Ordem Externa. Na segunda parte ele recebe a revelação de vários  diagramas e cartas do Tarot, que simbolizam os Caminhos que levam às Sephirot superiores.

 

Ele é feito retornar dos Caminhos de Kaph (Roda da Fortuna) e Mem (O Enforcado) para que possa entender que o verdadeiro caminho do progresso é o de Samekh (Temperança), o qual é o caminho estreito e reto entre a Morte e o Diabo (os caminhos de Nun e Ayin respectivamente).

 

É então, enquanto atravessa o caminho de Samekh, que o Véu se parte e o iniciado pode ver pela primeira vez o Adepto Chefe, que carrega uma lanterna branca. Finalmente, o elemento do Espírito é revelado ao iniciado, enquanto pentáculos (símbolos dos outros 4 elementos) e o próprio motto (nome mágico do iniciado) são lançados num Braseiro. Então ele aprenderá o pleno simbolismo do grau.

 

Neste grau o iniciado deve empreender uma revisão ou releitura de todo o material dos graus anteriores.

 

Tradicionalmente, deve-se permanecer 9 meses no grau do Portal, representando uma gestação, sendo que o que é gerado é um novo adepto.

 

SEGUNDA ORDEM

 

Entrada na Segunda Ordem (conhecida pelo nome de Rosa Rubea et Aurea Crucis)  e ao grau de Adeptus Minor é realizada apenas por convite. Motivos para este convite são a dedicação demonstrada pelo(a) iniciado(a) na Primeira Ordem, entre outros fatores.

 

 

Mais detalhes são fornecidos no material do grau.

 

 

Graus da Ordem Golden Dawn

 

Neófito 0 = 0  

        Este é o primeiro grau da Ordem Externa da Golden Dawn e, em muitas maneiras, seu rito iniciatório destaca-se das outras cerimômias de iniciação aos graus subsequentes da Ordem. O  0=0 é indicativo de que  este grau não faz parte de nenhuma esfera da Árvore da Vida Qabalística. A cerimônia é uma introdução ao processo de iniciação  e ao extenso curriculum da Ordem.

Desta rica e profunda cerimônia, repleta de significados, derivam-se praticamente todas as técnicas e fórmulas da Ordem.

É a chamada "Fórmula do Neófito".

Esta cerimônia é designada para atrair a LUZ DIVINA até o templo, por meio da atuação dos oficiais ritualísticos, e a implantação desta Luz na aura ou esfera de sensação do candidato.

Este grau é um período onde o candidato é considerado um "probacionista", ou seja, a Ordem testa o aluno para verificar sua disciplina, caráter e determinação em realizar a Grande Obra.  O estudante, por sua vez, prova (testa) a Ordem para verificar sua compatibilidade com o espírito (egrégora) da Ordem e para obter um entendimento básico sobre a Arte Hermética. 

Nesta fase o estudante deve meditar e escolher o seu moto ou lema mágico que norteará este período de seu progresso. Instruções detalhadas sobre este  são fornecidas.

 

O embasamento mitológico para a Cerimônia de Iniciação do Neófito está no conceito egípcio do Salão de Julgamento relatado no antigo Livro dos Mortos do Egito Antigo. A cerimônia envolve repetidas purificações, a confissão de que o "morto" (representado pelo candidato) não cometeu uma série de atos negativos. Após o que, o "morto" contempla a pesagem de suas passadas ações no plano terrestre, na Balança de Maat. Tudo é registrado por Thoth, o deus escriba, enquanto a um ponto Ammit, um animal horrendo (a persona malefica do indivíduo) aguarda para devorar a alma daquele que tenha vivido uma vida má e indigna.  Ao vencedor é dado o prêmio supremo: ser levado pelo deus Hórus até Osíris (deus da morte e ressureição) em seu trono. Ali encontra-se o eterno símbolo da transformação: a flor de lótus que surge imaculada em meio ao lodo. Em meio à Luz Infinita, ocorre então a sagrada união do morto ao Redentor (Osíris), coroando a cerimônia.

 

Sem a menor dúvida, uma das mais belas cerimônias já desenhadas na Tradição de Mistérios do Ocidente, e uma que não é apenas representação teatral. Por meio de técnicas mágicas, os oficiais ritualísticos "incorporam" ou canalizam e representam as divindades egípcias do belo drama ritual e a maior parte da "ação"ocorre realmente no nível "astral".

 

Os próximos quatro graus estão relacionados com os quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo.

 

 

Material de Estudo e Práticas do Grau:

Banir e Limpar a Aura (Esfera de Sensação)

Técnicas para invocação da Luz Divina

Técnicas de Cura

Trabalho do Neófito

Iniciação à Astrologia

Iniciação ao Tarot e Adivinhação

Meditação

Simbolismo da Alquimia

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