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Grau de Philosophus  4 = 7    

 

Este é o quarto e último grau da Ordem Externa e aqui o magista recebe a quarta iniciação, a do elemento fogo, adentrando na 7ª esfera da Árvore da Vida, Netzach.

 

Esta iniciação complementa e equilibra a anterior, da Água. Novamente, o iniciado se aventura para fora do conforto do Pilar Médio em direção, desta vez, ao Pilar da Benevolência. 

 

Como no grau anterior, da Água, os dois caminhos que levevam à esfera de Hod eram de natureza ígnea, aqui ocorre o contrário: os caminhos que levam a Netzach, esfera de Vênus, são de natureza aquosa.

 

Lembramos que fogo, aqui, refere-se ao elemento ígneo da psique.

 

O mito que alimenta a cerimônia deste grau é a antiga batalha entre a ordem e o caos, entre o bem e o mal, e o pano de fundo para o rito é a descrição bíblica, no Genesis, da Queda dos Reis do Edom (símbolos das forças caóticas) e da vitória de Israel (símbolo das forças da ordem), incluindo também a história descrita em Salmos e Habacuque, de IHVH (Javé) conquistando o mar e os rios. Esta história, cabe notar, está baseada na mais antiga história Babilônica da criação e da guerra entre as forças da luz e das trevas descrita no Enuma Elish.

 

A cerimônia inicia com a invocação das forças do fogo e o Practicus prova que dominou os conhecimentos e segredos do grau. Ele faz então o juramento do Philosophus.

 

Ele percorre ritualmente o 29º Caminho de Qoph, entre Malkuth e Netzach e então encontra Osiris, Horus e Isis, que são aqui os símbolos da Água e das três fases do tempo. Chegando ao fim do Caminho, lhe é mostrada e explicada a Lua (carta do Tarot).

 

Aprende então os mistérios do 28º Caminho de Tzaddi, entre Yesod e Netzach, encontrando com Isis, Nephtis e Hathor. Ele ou ela então é inicado sob a Água Celeste e aprende intuição, consciência, meditação e imaginação. Então lhe revelam e ensinam sobre A Estrela (carta do Tarot).

 

Após isto, percorrerá o 27º Caminho de Peh, entre as esferas de Hod e Netzach, Este é um drama que trata da morte dos Reis do Edom e aborda a destruição do velho em favor do novo, uma metáfora para a deconstrução do iniciado. Ao final do Caminho, estuda-se a carta do Tarot,  A Torre.

 

Após isto, o aspirante é iniciado no templo de Netzach e aprende o simbolismo do Jardim do Eden Após a Queda.

 

Estudos deste grau:

  • Conexão com o Espírito
  • Alquimia Prática
  • Gnosticismo Contemporâneo
  • A Obra Secreta da Filosofia Hermética
  • Introdução ao Misticismo Rosacruz

 

Mais detalhes no material do grau...

 

 

Graus da Ordem Golden Dawn

 

Neófito 0 = 0  

        Este é o primeiro grau da Ordem Externa da Golden Dawn e, em muitas maneiras, seu rito iniciatório destaca-se das outras cerimômias de iniciação aos graus subsequentes da Ordem. O  0=0 é indicativo de que  este grau não faz parte de nenhuma esfera da Árvore da Vida Qabalística. A cerimônia é uma introdução ao processo de iniciação  e ao extenso curriculum da Ordem.

Desta rica e profunda cerimônia, repleta de significados, derivam-se praticamente todas as técnicas e fórmulas da Ordem.

É a chamada "Fórmula do Neófito".

Esta cerimônia é designada para atrair a LUZ DIVINA até o templo, por meio da atuação dos oficiais ritualísticos, e a implantação desta Luz na aura ou esfera de sensação do candidato.

Este grau é um período onde o candidato é considerado um "probacionista", ou seja, a Ordem testa o aluno para verificar sua disciplina, caráter e determinação em realizar a Grande Obra.  O estudante, por sua vez, prova (testa) a Ordem para verificar sua compatibilidade com o espírito (egrégora) da Ordem e para obter um entendimento básico sobre a Arte Hermética. 

Nesta fase o estudante deve meditar e escolher o seu moto ou lema mágico que norteará este período de seu progresso. Instruções detalhadas sobre este  são fornecidas.

 

O embasamento mitológico para a Cerimônia de Iniciação do Neófito está no conceito egípcio do Salão de Julgamento relatado no antigo Livro dos Mortos do Egito Antigo. A cerimônia envolve repetidas purificações, a confissão de que o "morto" (representado pelo candidato) não cometeu uma série de atos negativos. Após o que, o "morto" contempla a pesagem de suas passadas ações no plano terrestre, na Balança de Maat. Tudo é registrado por Thoth, o deus escriba, enquanto a um ponto Ammit, um animal horrendo (a persona malefica do indivíduo) aguarda para devorar a alma daquele que tenha vivido uma vida má e indigna.  Ao vencedor é dado o prêmio supremo: ser levado pelo deus Hórus até Osíris (deus da morte e ressureição) em seu trono. Ali encontra-se o eterno símbolo da transformação: a flor de lótus que surge imaculada em meio ao lodo. Em meio à Luz Infinita, ocorre então a sagrada união do morto ao Redentor (Osíris), coroando a cerimônia.

 

Sem a menor dúvida, uma das mais belas cerimônias já desenhadas na Tradição de Mistérios do Ocidente, e uma que não é apenas representação teatral. Por meio de técnicas mágicas, os oficiais ritualísticos "incorporam" ou canalizam e representam as divindades egípcias do belo drama ritual e a maior parte da "ação"ocorre realmente no nível "astral".

 

Os próximos quatro graus estão relacionados com os quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo.

 

 

Material de Estudo e Práticas do Grau:

Banir e Limpar a Aura (Esfera de Sensação)

Técnicas para invocação da Luz Divina

Técnicas de Cura

Trabalho do Neófito

Iniciação à Astrologia

Iniciação ao Tarot e Adivinhação

Meditação

Simbolismo da Alquimia

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