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Meditação Qabalística AHIH - Rumo à Consciência Cósmica 

 

A meditação que irá aprender agora é  profunda ao extremo, e segura as chaves da Auto-Realização. Ela não é exatamente nova, ou original. Mas ela é a técnica de meditação que mais buscadores iluminou em toda a história da humanidade. Buda atingiu a Luz com esta técnica. Incontáveis místicos do Oriente empregam esta técnica, ou variações desta técnica, para  atingir a Coroa de Luz. Ela faz uso da respiração e do Nome Qabalístico AHIH.

 

O "Nome" AHIH (algumas vezes pronunciado EHEIE) na verdade não é pronunciado. Ele é "respirado", uma vez que é o próprio som da respiração a entrar e sair. Preste atenção ao som de sua respiração, e perceberá que ao entrar o ar pelas narinas, produz-se o som de Ah...e ao sair o ar, existe o som de Hih...

 

A primeira respiração é a do Deus Vivente, e a segunda é o Último Sopro do Ser ao sair da manifestação. Dois movimentos, duas respirações que delineiam toda uma vida. Ao nascer nesta vida, uma pessoa inspira e quando sair deste plano, irá expirar o ar para fora. A respiração do princípio e a respiração do final. Ao expirar em um mundo, inspiramos numa outra existência e a beleza desta respiração é que ela representa Aquilo que sai e retorna para si mesmo, como as Santas Criaturas Viventes.

 

A respiração, em muitas culturas e tradições, sempre foi considerada como sendo mais do que sagrada. Ela é o sinal do Espírito. Uma maneira que nós mortais podemos usar para expressar aquilo que não pode ser expresso. A respiração é uma realidade sutil e invisível, mas que nos mantém todos vivos, e com isso poderemos obter a compreensão e realização do Sopro do Ser mantendo e sustentando toda nossa natureza espiritual. 

 

O antigo ritual usa as palavras "Receba o Espírito Santo", enquanto o oficiante sopra sobre a cabeça de uma pessoa. Não são as mãos ou a cabeça que atuam como sinal do sacramento, mas o sopro que vem de cima. A água do batismo ainda é soprada nas consagrações e o beijo cerimonial  era o sopro do espírito transmitido de um mortal para outro e ainda hoje é chamado de "O Beijo da Vida" ao ser empregado para ressuscitação. Os pulmões de um bebê recém nascido podem ser rapidamente inflados caso a criança não respire por si mesma. E nossos mais belos pensamentos são "inspirações". A palavra Espírito significa "Sopro", "Respiração" e nós não podemos viver sem isto.

 

Eis porque não deveria causar surpresa o fato do Deus Vivo ser chamado de AHIH, pois cada vez que respiramos nós "pronunciamos" o Santo Nome da Vida, e sem pronunciar tal nome nós não podemos viver de todo. Desta forma, este Nome está acima de todos os outros Nomes, pois é o "Som sem som" e a "pequena voz silente" que falou a Moisés assim como fala conosco em nossa respiração, por todo o tempo em que durarem nossas vidas.

 

A totalidade do sistema de Pranayama da Yoga Oriental é baseada nisso, mas os sistemas Ocidentais (em geral) infelizmente negligenciaram a arte de "Respirar Deus", com todos os benefícios que isto traz para o sistema psicofísico. Um dos motivos é que a arte do pranayama precisa ser aprendida de um Mestre. Na Golden Dawn, ensina-se técnicas excelentes tais como a simples mas poderosa Respiração Quádrupla, a então a Respiração Lunar. Não há grande ênfase nos métodos de respiração devido aos riscos, que exigem a presença de um Mestre. 

 

Um destes riscos: não pratique esta técnica de concentração enquanto estiver sob efeito de álcool. Isto pode levar a desequilíbrios mentais

 

Feita a ressalva, a observação da respiração é totalmente segura e pode ser ensinada em larga escala. Oferecemos esta meditação como pequena contribuição aos nossos iniciados e também para toda a sociedade ao largo. Se todos pudessem praticar esta simples meditação por 15 a 25 minutos por dia, muitos benefícios poderiam ser obtidos.

 

Não existe melhor maneira de realizar a Divina Realidade do que unindo-a com o sopro da Vida em nós. Por que não sentir a Deus em nossos corpos de tal forma que possamos alcançar a Divindade em nossas almas? Ser capaz de encontrar o UM Pensamento que abarque todo o pensar, um Único Sentido que abarque todo o sentimento e um Único Ser capaz de tornar-se todas as coisas, é o objetivo mais elevado de qualquer escola ou sistema autêntico de Ocutismo. Caso possamos nos identificar ou encontrar com esta Realidade Única , nós nos "tornaremos como Deuses", tendo provado do fruto da Árvore da Vida, e para este propósito os iniciados empregam a Simbologia Divina, a qual estabelece a ligação, o elo com este Grandioso Ideal. E é assim que a Qabalah situa no topo da Árvore da Vida o "Sopro Divino". No plano de Malkuth (a Terra), a nuvem misteriosa da Shekinah era a simulação deste Sopro. A moderna Física, igualmente, supõe a existência de alguma espécie de gás Cósmico que tenha "explodido" no princípio do Universo criado. Tal poderia muito bem ser o "Grito da risada Divina"  da qual tudo se originou.

 

Todas as tradições e Escolas de Mistérios falam de um Nome Supremo e Divino, o qual está sempre associado a uma respiração. Considere o sagrado AUM ou OM dos Brahmanes, o misterioso HU dos místicos Sufi, o AWEN dos Druidas ou então o AMEN dos antigos Egípcios e (posteriormente) Hebreus, pois todos aludem ao Som Sagrado Primordial. A repetição mecânica de AMEN nas igrejas modernas não deveria ser uma palavra vã que apenas significa "que assim seja". Esta deve ser pronunciada com consciência e empoderada pela respiração.

 

Prática:

 

Essencialmente, as emoções negativas como raiva, tristeza, e outras, surgem de um estado de inconsciência, de falta de atenção. Esta meditação trará mais consciência e mais controle para sua vida. Esta técnica de observar a respiração foi primeiro revelada no Vijnana Bhairava Tantra, texto milenar da cultura oriental que ensina, literalmente, todas as técnicas de meditação que são empregadas no mundo até os dias de hoje. Não importa qual seja a técnica, teve sua origem em uma das 112 técnicas descritas neste antigo texto. 

 

Sente-se confortavelmente, espinha ereta. Com os olhos fechados, foque sua atenção nas narinas. Então, apenas observe sua respiração. Sinta o ar entrando para dentro de você e então saindo. Não procure controlar a respiração. Apenas observe-a com atenção, enquanto ela entra e sai de seu corpo. Aos poucos, procure escutar o som que é produzido pela inalação e expiração: o divino AHIH 

 

Enquanto inspira, produz-se o som de AH.. e ao exalar, escute: o som que sai é HIH

 

Você pode optar entre AHIH ou EHEIEH. Algumas pessoas, por alguns momentos, apenas pensam: "EU SOU" ao inalar e exalar.

 

Conforme você se tornar mais calmo/a e relaxada/o, tente sentir o ar cada vez mais alto no interior do nariz até que sua atenção fique naturalmente concentrada no ponto entre as sobrancelhas. Mantenha-se focado aí pelo resto da duração da meditação.

 

No Oriente, esta meditação tem sido conhecida como Vipassana e o sábio Osho afirmou:

 

"Vipassana é a mais simples meditação no mundo. É através de vipassana que Buddha tornou-se iluminado e é através de vipassana que muito mais pessoas têm se tornado iluminadas, mais do que através de qualquer outro método."

 

No Oriente, no entanto, as pessoas usam outros mantras, como  So hang ou Hong Sau, Va-shi (Shiva) ou Bu-dah. EHEIEH é o som que a tradição ocidental da kabbalah afirma ser produzido pela respiração. E todos estão certos! 

 

Sohang significa "Eu sou Ele" e EHEIEH é "Eu Sou". Qualquer um pode enxergar a semelhança?

 

Você pode tornar-se um mestre do controle da mente pois sua verdadeira natureza é a alma - a perfeita e harmoniosa imagem de Deus dentro de você. Esta alma em Qabalah é chamada de Neshamah, que se subdivide em Yeshida, Chia e Neshama (mas isto é tema para outros estudos dentro da Ordem). A sua alma, ou Neshamah, está além dos irriquietos e geralmente intranquilos corpo e mente, e a maneira de se aprender a obter este controle mental e atingir a Paz Profunda que reside nas profundezas de sua alma é através da prática dedicada da Meditação AHIH.

 

Sua mente irá vagar, mas a cada  vez que ela se distraia, traga-a de volta para o foco da meditação.  Seja determinada/o e a mente  finalmente será domada por sua vontade suprema. Torne-se o mestre de sua mente, não um escravo de sua mente, e terá atingido algo realmente valioso. Uma realização e poder que acompanhará você para além da morte física.

 

Ao ver surgirem os incontáveis pensamentos, siga o conselho de Santa Tereza D'ávila:

 

"Quando pensamentos indesejados surgirem, não preste atenção a eles mais do que prestaria às palavras de um idiota".

 

Quando sua respiração se acalma, sua mente a acompanha e após alguns minutos, suas mentes subconsciente e consciente entrarão em harmonia. Isto se tornará uma técnica muito útil em sua vida diária e, na prática mística e mágica, poderá atingir resultados formidáveis. Esta técnica é tão poderosa que o famoso mestre Yogananda afirmou que "uma hora de Hong-Sau equivale a 24 horas de oração e meditação." (Hong-Sau é o mantra empregado pela escola de Yogananda)

 

AHIH é a Divindade da vida, o Sopro Primal da Vida, o Ponto no Círculo. AHIH é relacionado à esfera de Kether (a Coroa) mas ainda não é a Suprema Divindade. A Fonte Suprema de tudo é Ain Soph Aur, aquele que está além dos conceitos de vida ou morte, existência ou não existência. Deste "Ser Nada" surge a Vida na esfera de Kether, tornando-se AHIH ou o Primeiro Sopro da Vida. O Todo (A Árvore da Vida) emana do Nenhum (Ain Soph Aur).

 

AIN (Nada) torna-se ANI (Eu, Mim)...

 

Pax Profunda

 

Frater Kosmos

 

 

Graus da Ordem Golden Dawn

 

Neófito 0 = 0  

        Este é o primeiro grau da Ordem Externa da Golden Dawn e, em muitas maneiras, seu rito iniciatório destaca-se das outras cerimômias de iniciação aos graus subsequentes da Ordem. O  0=0 é indicativo de que  este grau não faz parte de nenhuma esfera da Árvore da Vida Qabalística. A cerimônia é uma introdução ao processo de iniciação  e ao extenso curriculum da Ordem.

Desta rica e profunda cerimônia, repleta de significados, derivam-se praticamente todas as técnicas e fórmulas da Ordem.

É a chamada "Fórmula do Neófito".

Esta cerimônia é designada para atrair a LUZ DIVINA até o templo, por meio da atuação dos oficiais ritualísticos, e a implantação desta Luz na aura ou esfera de sensação do candidato.

Este grau é um período onde o candidato é considerado um "probacionista", ou seja, a Ordem testa o aluno para verificar sua disciplina, caráter e determinação em realizar a Grande Obra.  O estudante, por sua vez, prova (testa) a Ordem para verificar sua compatibilidade com o espírito (egrégora) da Ordem e para obter um entendimento básico sobre a Arte Hermética. 

Nesta fase o estudante deve meditar e escolher o seu moto ou lema mágico que norteará este período de seu progresso. Instruções detalhadas sobre este  são fornecidas.

 

O embasamento mitológico para a Cerimônia de Iniciação do Neófito está no conceito egípcio do Salão de Julgamento relatado no antigo Livro dos Mortos do Egito Antigo. A cerimônia envolve repetidas purificações, a confissão de que o "morto" (representado pelo candidato) não cometeu uma série de atos negativos. Após o que, o "morto" contempla a pesagem de suas passadas ações no plano terrestre, na Balança de Maat. Tudo é registrado por Thoth, o deus escriba, enquanto a um ponto Ammit, um animal horrendo (a persona malefica do indivíduo) aguarda para devorar a alma daquele que tenha vivido uma vida má e indigna.  Ao vencedor é dado o prêmio supremo: ser levado pelo deus Hórus até Osíris (deus da morte e ressureição) em seu trono. Ali encontra-se o eterno símbolo da transformação: a flor de lótus que surge imaculada em meio ao lodo. Em meio à Luz Infinita, ocorre então a sagrada união do morto ao Redentor (Osíris), coroando a cerimônia.

 

Sem a menor dúvida, uma das mais belas cerimônias já desenhadas na Tradição de Mistérios do Ocidente, e uma que não é apenas representação teatral. Por meio de técnicas mágicas, os oficiais ritualísticos "incorporam" ou canalizam e representam as divindades egípcias do belo drama ritual e a maior parte da "ação"ocorre realmente no nível "astral".

 

Os próximos quatro graus estão relacionados com os quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo.

 

 

Material de Estudo e Práticas do Grau:

Banir e Limpar a Aura (Esfera de Sensação)

Técnicas para invocação da Luz Divina

Técnicas de Cura

Trabalho do Neófito

Iniciação à Astrologia

Iniciação ao Tarot e Adivinhação

Meditação

Simbolismo da Alquimia

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